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terça-feira, 5 de julho de 2011

Final de semestre, final de curso... Final de curso???

Escrevo aos amigos da Letras, pelos quais tanto tenho carinho: colegas, Mestres, funcionários, Diretórios, candidatos, Poetas e poetas, Apolo (o cachorrinho da saída da Facul)... 

Cada dia de aula, tal qual um viciado diante dos 12 passos, eu repito comigo: "Por hoje NÃO." Por hoje não vou mais faltar, por hoje não mais atrapalhar a aula de uma certa Pilhéria, ou do Ricardormindo, ou do Dinomauro (por favor, sem ofensas... são todos adjetivos carinhosos). Por hoje não vou falar gracinhas lá da cozinha pra professorinha que pode tornar-se uma Serra, se falares na hora errada (ou, se nem falar né Vlad...). POR HOJE NÃO serei mais um Autista. Mas só por HOJE!

Feito o desabafo inicial, vamos aos fatos:

Vários de nós entraram neste curso meio sem noção do que iriam encontrar. Dividem a sala tanto os convictos quanto os "no limbo". Calma gente! Não estou falando de opção sexual. É sobre satisfação de cursar os 10 semestres dia após dia. E é aí que reside a questão. Como um adicto, há que se dedicar dia após dia ao que nos aparece ali na lousa (que não é o pozinho, não, seu fissurado).

Pensar em desistir do curso é recorrente em qualquer faculdade, em qualquer caminhada. Mas quando já se possui outro curso superior, deseja-se progredir na vida acadêmica com um Mestrado, Doutorado etc. E ficar tergiversando (adoro esta palavra) não é boa estratégia. Há que ser objetivo, focar um caminho e por ele percorrer, montando seu perfil universitário.

Estou adorando a maioria das aulas na Letras e descobrindo alguns dons que antes não imaginava ter. Sendo que agora sinto ser preciso imaginar mais, porque tropeço nos mesmos dons... "Gostei do texto, João, mas poderias escrever mais...". Mal sabe ele que foi hercúleo digitar uma lauda. Já dizia um padre amigo meu: "Na missa, homilia boa dura 10 minutos. Pois 20 já é o homem falando e a partir dos 30 é o próprio diabo mesmo..."
Escrever mais do que o natural me parece o mesmo: quase metade da primeira folha se reserva pro cabeçalho, bem caprichado (que ninguém é de ferro). Na outra metade até o meio da segunda é conteúdo e reflexão do assunto. Daí pra frente é enrolação mesmo. Por fim, é bom reservar um pouco mais de inspiração e alguma frase impactante pra impressionar o professor. Ou, pra entrar na fraseologia, causar a estranheza necessária - a cereja do bolo.

Por isso, continuar a discorrer linhas e mais linhas no mesmo assunto me incomoda. Não creio que haja assunto tão bom que mereça tanta atenção. Concentração sim, cuidado também, seguido de carinho (ou não necessariamente nessa mesma ordem). Mas ruminar incessantemente determinado tema soa artificial e demasiadamente teórico. É como a lenda urbana (que não foge da realidade) onde um poeta foi fazer um concurso público e errou todas as questões de interpretação que discorriam sobre sua própria poesia. O crítico literário viajou de tal maneira nas supostas referências do autor, que esqueceu-se de saber o que realmente o mesmo queria dizer. Ou aquele não teria sabido se expressar fingindo, como ninguém, tão completamente. E não passou na prova....eheh

E foram tantas as linhas que falei, e de várias coisas, acabando por não discorrer bem sobre nada, viu? É uma constatação. Por isso adoro contos. E é pelo mesmo motivo que repito:
Por este semestre estou lá. Amanhã é outro dia.
Um de cada vez. Por hoje, SIM.

MDG (*

3 comentários:

  1. Madruga, só você mesmo...
    Bem legal esses comentários...
    Ah.. os apelidos,bem apropriados....
    Bjs...
    Fran.

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  2. Vcs eh q me fazem assim... Eheh.. Quais apelidos?...

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  3. Que estilo literário!!!rsrsrs A Serra gosta disso!!!!rsrsrsrs Muito bom...por hoje SIM!!!!

    Cátia Gama

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